Banco Centopeia, 2026 · Fibra de vidro, pedras minerais e aglutinantes

Retrato de Mario Lopomo

Mario Lopomo

Brasileiro · Vive e trabalha em São Paulo

Escultura, design escultórico

Talvez o conceito de Arte Complementar não tenha surgido apenas porque as obras dialogam com a arquitetura.

Talvez ele tenha surgido porque o Mario Lopomo cresceu entendendo que a arquitetura nunca foi pano de fundo.

Ela sempre foi paisagem.

Quem nasce olhando diariamente para o horizonte recortado por edifícios aprende, desde cedo, que o espaço construído molda nossa percepção do mundo. Assim, quando o Mario criança cria suas esculturas, ele não as imagina como objetos isolados, mas como elementos que continuam a narrativa da arquitetura. A obra não compete com o ambiente; ela o completa, estabelece um novo ritmo e convida o olhar a perceber o espaço de outra maneira.

Esse, para mim, é o grande diferencial da trajetória dele. Sua produção não traduz uma brasilidade associada ao imaginário tropical. Ela expressa uma brasilidade urbana, paulistana e contemporânea, onde o rigor construtivo convive com a memória da infância, a tradição artesanal herdada da família e a experiência de viver em uma das maiores metrópoles do mundo.

Obras

4 obras

Banco Centopeia, 2026

Fibra de vidro, pedras minerais e aglutinantes

224 × 83 × 50 cm

Paralelogramo, 2015

Madeira com acabamento aço corten

450 × 300 × 75 cm

Estruturas, 2016

Madeira com acabamento aço corten

350 × 200 × 25 cm

Mural Etrusco, 1993

Técnica mista, têmpera sobre massas — imitação de afresco etrusco

200 × 150 cm