Talvez o conceito de Arte Complementar não tenha surgido apenas porque as obras dialogam com a arquitetura.
Talvez ele tenha surgido porque o Mario Lopomo cresceu entendendo que a arquitetura nunca foi pano de fundo.
Ela sempre foi paisagem.
Quem nasce olhando diariamente para o horizonte recortado por edifícios aprende, desde cedo, que o espaço construído molda nossa percepção do mundo. Assim, quando o Mario criança cria suas esculturas, ele não as imagina como objetos isolados, mas como elementos que continuam a narrativa da arquitetura. A obra não compete com o ambiente; ela o completa, estabelece um novo ritmo e convida o olhar a perceber o espaço de outra maneira.
Esse, para mim, é o grande diferencial da trajetória dele. Sua produção não traduz uma brasilidade associada ao imaginário tropical. Ela expressa uma brasilidade urbana, paulistana e contemporânea, onde o rigor construtivo convive com a memória da infância, a tradição artesanal herdada da família e a experiência de viver em uma das maiores metrópoles do mundo.